sábado, 13 de março de 2021

Em alerta! Cresce consumo de medicamentos durante a pandemia; necessária atenção ao uso racional e ao descarte correto

 

Já se tem dados concretos de acréscimo de consumo de medicamentos neste período de pandemia, em especial aqueles associados à informação (ou desinformação) sobre prevenção ou tratamento da SARS-CoV-2. Alguns exemplos podem ser mencionados, como este para o Estado de São Paulo: o consumo de vitaminas aumentou 198%; o paracetamol, 83%; a dipirona, 51%; a hidroxicloroquina teve acréscimo de vendas em 53% (Janeiro a março/2020, comparado a 2019) (Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/pandemia-consumo-de-medicamentos-e-vitaminas-aumenta-em-ate-198-em-sp/).

            Nos dias atuais, com acréscimo de vendas e consumo de ivermectina, azitromicina, hidroxicloroquina, dexametasona, prednisona, nitazoxanida, entre outros (Destaque: são líderes em vendas em 2021; Destaque para ivermectina: https://www.istoedinheiro.com.br/invermectina-venda-de-vermifugo-sem-eficacia-contra-covid-19-salta-466/), cabe uma reflexão sobre nossa capacidade, como profissionais, de traduzir ações concretas voltadas ao uso racional de medicamentos, em especial nas equipes da linha de frente.

E o descarte correto? Como podemos pensar? Obviamente, que resultará disto o crescente volume de medicamentos vencidos, ou sobras, em ambientes domiciliares e hospitalares. Neste tocante, as orientações ao descarte correto poderiam ser alavancadas por gestores públicos, equipes de saúde (já o fazem), profissionais, nós Universidade. Não podemos perder o foco em salvar vidas, mas podemos continuar integrando ações e estimulando os consumidores à responsabilidade no descarte correto de medicamentos.

Como facilitar o descarte? Orientemos a todos que armazenem os medicamentos vencidos ou sobras em casa, e quando tiverem um momento de ida às farmácias, aproveitem para levar estes medicamentos e então proceder ao descarte nos coletores apropriados.

No link a seguir, pode-se buscar o local mais próximo da sua casa para realizar o descarte correto: https://www.ecycle.com.br/

Também, neste link do programa Descarte Consciente: https://www.descarteconsciente.com.br/pontos-de-coleta

Todos agradecemos, o meio ambiente agradece!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Sim! Como Decreto, instituído o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso

 

Decreto n° 10.388, de 05 de junho de 2020 - institui o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano, industrializados e manipulados, e de suas embalagens após o descarte pelos consumidores.

Saudações!

Nesta postagem, dividimos com todos a publicação em 2020 do Decreto 10.388, que regulamenta logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10388.htm#:~:text=D10388&text=Regulamenta%20o%20%C2%A7%201%C2%BA%20do,ap%C3%B3s%20o%20descarte%20pelos%20consumidores). Um grande passo para melhorias nos desafios propostos à destinação correta dos medicamentos vencidos e suas embalagens. Este regulatório traz uma perspectiva interessante em dar maior abrangência na disponibilidade dos coletores de medicamentos nas farmácias, já que estabelece que deverá haver 1 (um) coletor para cada 10.000 habitantes, sendo mencionadas cidades com mais de 500.000 habitantes e cidades com mais de 100.000 habitantes, no planejamento proposto.

Deve-se mencionar e brindar a clareza em propor responsabilidades aos agentes da cadeia de medicamentos, quando são mencionadas as “entidades representativas de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de medicamentos domiciliares”, atribuindo então algumas responsabilidades.

Também, a gestão é destacada como passo importante à organização das informações, com dados quantitativos representativos, importantes para melhor compreensão das ações dos diferentes agentes, bem como das perspectivas de ações para sua melhoria. No Art. 7° é destacado que “os medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso de que trata este Decreto poderão ser gerenciados como resíduos não perigosos durante as etapas de descarte, armazenamento temporário, transporte e triagem até a transferência para a unidade de tratamento e destinação final ambientalmente adequada”.

A todos nós, esperança e atitude na promoção do cuidado com os medicamentos!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Atenção ao uso indiscriminado de medicamentos em tempos de reclusão social


Saudações a todos!

Nos tempos atuais de pandemia e reclusão social, queremos dividir as preocupações existentes com intoxicações pelo uso indiscriminado de medicamentos. Temática de grande importância e com estreita relação ao descarte de medicamentos, as intoxicações medicamentosas têm sido fruto de estudos de levantamento de dados relacionados às causas, fatores determinantes, ações para minimização, e de levantamento de dados que ilustram o panorama de tal problemática. Na situação tensa que todos vivenciamos, o consumo de medicamentos, a automedicação, a não racionalidade nas escolhas terapêuticas, se estabelecem como problemática que pode acarretar em consequências sérias de saúde. Há de se ter atenção! Atenção às ações de prevenção mal orientadas ou mesmo fruto de notícias falsas e/ou de interesses paralelos. Dividimos a preocupação e orientamos a todos para cuidados com o uso dos medicamentos. Mesmo com dificuldades de acesso aos profissionais de saúde, por vezes mais vale o esforço pelo contato com este profissional, ou mesmo o refletir antes de qualquer decisão de uso não racional do medicamento. Queremos compartilhar o link da secretaria de saúde do RS, do CIT-RS, que orienta sobre o uso racional; destaca que nos últimos 5 anos, 30% dos casos de intoxicação estiveram relacionados aos medicamentos (https://saude.rs.gov.br/centro-de-informacao-toxicologica-orienta-sobre-uso-racional-de-medicamentos?fbclid=IwAR0zXVDAOgd9iN0GgRWYMYi04-eVuOqfUTzlFkJw76D08VsKglr_PPxc66M). Também compartilhamos artigo recente que traz um panorama sobre as intoxicações medicamentosas no Brasil, com dados por região, ano e faixa etária (http://www.revistafjn.com.br/revista/index.php/eciencia/article/view/247/pdf_247)
Boa leitura a todos!
Saúde e força!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Duas experiências a discutir: 1) A logística reversa de medicamentos à luz do varejo farmacêutico; 2) experiência do programa Cyclamed (França) sobre descarte de medicamentos vencidos e produtos cosméticos


Saudações!

Hoje queremos compartilhar duas experiências envolvendo os medicamentos vencidos e as ações que tomam parte de nossa rotina dentro de escolha de decisões à luz de nosso dia a dia, seja como consumidor seja como ator importante da cadeia farmacêutica.
1) Compartilhamos um primeiro trabalho (https://revista.feb.unesp.br/index.php/gepros/article/view/1255/652) sobre discussão da logística reversa de medicamentos (ainda não regulamentada; mas em fase avançada), no qual através de levantamento de dados observa-se a necessidade de maior adesão do varejo na disponibilização de coletores de medicamentos, bem como pontos de entrega voluntária (PEVs); da mesma forma, espelha-se uma maior necessidade de divulgação destas ações de recebimento de medicamentos vencidos, bem como envolvimento de todos na operacionalização da logística reversa de medicamentos vencidos, tendo como pano de fundo a conscientização de todos. Boa Leitura!;
2) Compartilhamos também mais um exemplo de organização da cadeia farmacêutica em outro país (França), como forma de trocar experiências positivas nesta causa. Na França, o programa Cyclamed (https://www.cyclamed.org/enquete-csa-collecte-des-mnu-ou-en-est-la-france-4207/) está implementado desde 1993 e a pleno vapor, atuando de forma ativa na disponibilização de coletores de medicamentos vencidos, com legislação em nível nacional, e participação maciça da indústria farmacêutica (suporte financeiro), dos distribuidores e das farmácias. Uma experiência importante, de sucesso e que mostra-nos ser possível.
Boa leitura a todos!

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Reflexões acerca de educação ambiental com foco em descarte de medicamentos vencidos, e pontos de coleta no RS

Saudações!
Hoje compartilhamos trabalho recente acerca de pesquisa sobre o perfil populacional acerca dos conhecimentos sobre o descarte de medicamentos e a importância da reflexão sobre os possíveis riscos sanitários e ambientais de exposição a estes  medicamentos descartados (ver em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2017000400145&script=sci_arttext&tlng=pt). Este estudo foi desenvolvido no Distrito Federal, mas pode ser debatido como um perfil geral da população brasileira, mesmo considerando variáveis de localidade, acesso sanitário, etc. Nesta perspectiva, os resultados específicos sobre descarte indicam que cerca de 70-75% dos entrevistados fazem o descarte dos medicamentos em lixo comum, 10% na pia, e cerca de 7 % no vaso sanitário. Estes dados traduzem e orientam necessidade de maior ação no sentido educativo, com trabalhos em comunidades, escolas, junto a gestores públicos, de forma a acrescer em educação ambiental e riscos relacionados aos medicamentos vencidos.

Aproveitamos para compartilhar listagem sobre os locais de coleta de medicamentos vencidos, no Rio Grande do Sul. (informações completas em: http://descarteconsciente.com.br/)

Boa Leitura!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Vale a pena a leitura! As consequências do descarte incorreto de medicamentos estão mais perto do que a gente imagina!


De acordo com um artigo publicado em 2014 por Jank e colaboradores, no qual os autores propõe um método analítico para a determinação de oito antibióticos de diferentes classes, em águas retiradas do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, foi observado que dois oito antibióticos pesquisados, 5 foram encontrados, a saber:  sulfametoxazol, trimetropim, azitromicina, ciprofloxacino e norfloxacino numa faixa de concentração de 26 ng/L a 572 ng/L. Os antimicrobianos são os fármacos mais utilizados na medicina humana e veterinária. E é aí que surge a importância desse artigo com estudos realizados no município de Porto Alegre, quantificando antibióticos em amostras de água. Quem se interessou e quiser verificar o artigo na íntegra, segue o link : file:///C:/Users/HP/Documents/jank2014.pdf. Outra pesquisa realizada no Arroio Dilúvio em Porto Alegre e divulgada no site da UFRGS Ciência em 2017, (http://www.ufrgs.br/secom/ciencia/residuos-de-medicamentos-e-hormonios-na-agua-preocupam-cientistas/), os pesquisadores avaliaram, através de monitoramento periódico realizado desde 2006,  a presença de 210 substâncias diferentes no Arroio Dilúvio e dentre esses estão fármacos e hormônios. A linha de pesquisa coordenada pela Tânia no Instituto de Química realiza estudos sobre contaminantes emergentes e faz monitoramentos no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre. É uma ótima reportagem para quem deseja se inteirar mais sobre o assunto e nos faz refletir sobre o que estamos fazendo e como podemos ajudar a, no mínimo, diminuir essa contaminação que está mais perto do que a gente imagina!

(texto com contribuição da Profa. Renata V. Contri e da pós-graduanda Marina Guedes)

JANK, Louíse et al. Simultaneous determination of eight antibiotics from distinct classes in surface and wastewater samples by solid-phase extraction and high-performance liquid chromatography–electrospray ionisation mass spectrometry. International Journal of Environmental Analytical Chemistry, v. 94, n. 10, p. 1013-1037, 2014.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Experiência de Portugal com embalagens e medicamentos fora de uso (SIGREM-Valormed)

Saudações!
Compartilhamos nesta postagem experiências do SIGREM (Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens de Medicamentos) - Valormed- de Portugal (http://www.valormed.pt/intro/home), que envolve ações de coleta e destinação de embalagens e medicamentos vencidos/foras de uso naquele país. Pensamos que experiências bem sucedidas em outros países permitem auxiliar, orientar e fortalecer planos e perspectivas para melhorias em nosso País. O SIGREM tem uma abrangência em todo o território português, alçando mais de 95% das farmácias existentes. Salienta-se que compartilha ações e responsabilidades de atores importantes: Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), Associação Nacional de Farmácias (ANF) e a Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos (GROQUIFAR).
Link: http://www.valormed.pt/intro/home

Boa leitura!